Acionistas do Nada é um trabalho desenvolvido no campo da criminologia crítica, no qual se descreve o processo seletivo das pessoas presas e condenadas pelas condutas descritas como tráfico de drogas, bem como a verdadeira função social exercida, no capitalismo tardio, por meio da declaração de guerra ao comércio dessas substâncias proibidas. Com fundamento nas teorias da reação social, que demonstram o processo de rotulação e etiquetamento dos candidatos pré-selecionados para responderem por esse delito, o trabalho apresenta as histórias revisionistas, que evidenciam a relação do sistema penal com a ordem econômica e social, descontruindo o discurso legitimante, que até hoje considera o direito penal como uma evolução da barbárie à civilização.