Gente amada, Das mazelas que aportam aos tribunais, ninguém duvida que as demandas de alimentos são as mais recorrentes e as que exigem uma resposta mais imediata: rápida solução e eficaz execução. Afinal, de todas as necessidades de alguém, o direito à sobrevivência é o mais sensível, premente e urgente, pois envolve a garantia de vida a quem não tem condições de se manter por conta própria. Singelamente, é isso.Por isso é um dos temas do maior interesse de quem abraça o mais humano de todos os direitos: o Direito das Famílias. Mais de um motivo me levou a abordar o tema. Não somente o fato de ter sido magistrada por mais de três décadas, um terço desse tempo na jurisdição de família, vivendo a angústia do trabalho invencível. E advogar nessa área me faz sentir a dor da espera.Nada, absolutamente nada, justifica o perverso tratamento desidioso do Congresso Nacional. Tomara que a omissão não decorra do fato de não ter voz nem vez quem está em situação de vulnerabilidade. O fato é que, independentemente das causas e suas motivações, algo urge ser feito, e agora!E esta é a ideia: trazer à discussão questões controvertidas no âmbito doutrinário e jurisprudencial.Daí o formato escolhido. Certamente inusitado.Atentando à multiplicidade de facetas em que se desdobra a temática dos alimentos, são abordados apenas temas pontuais, apresentados de modo articulado, na forma de assertivas.