Durante décadas, o ensino jurídico brasileiro começou pelo fim: normas, conceitos e classificações entregues ao aluno como se o Direito pudesse ser compreendido a partir de definições prontas. Ambientação Jurídica propõe uma inversão: o livro não começa pelo Direito como um sistema acabado, mas pelo aluno.
A obra parte de uma pergunta quase sempre negligenciada: como se forma um estudante de Direito? E responde com um percurso que ambiente o ingressante não apenas no que deve aprender, mas na forma como deve aprender a pensar. Do primeiro contato com a faculdade à linguagem técnica, das carreiras jurídicas à teoria da decisão, da hermenêutica à argumentação, do constitucionalismo à função contramajoritária.
O eixo é uma recusa ao formalismo ingênuo. Decidir não é aplicar mecanicamente a lei; interpretar não é apenas ler o texto; argumentar não é simplesmente convincente. A norma não está pronta no anunciada, construída-se na decisão, diante de considerações e consequências reais.
Na parte final, uma obra avançada para o Direito como ciência transformadora, capaz de atuar contra machismo, racismo, homofobia e seletividade penal e enfrenta o maior desafio contemporâneo do jurista: a polarização, a cegueira deliberada e a substituição do argumento pela identidade.