Céu, Inferno tem papel singular na obra de Alfredo Bosi: a formação do crítico se deixa entrever na própria arquitetura do livro. Sob o prisma do passado, desenha-se todo um percurso intelectual - dos artigos sobre literatura italiana, publicados na década de 60 no Suplemento Literário de O Estado de São Paulo, passando pela releitura de clássicos da literatura brasileira, até abrir-se à atualíssima reflexão teórica em torno do método hermenêutico.