A obra investiga o racismo como eixo estruturante da experiência de pessoas negras em situação de rua, as quais define como “condenados da rua”. Utilizando a sociogênese de Frantz Fanon, o autor analisa como a raça impulsiona violências nos campos objetivo, subjetivo e simbólico. A metodologia abrange observação participante e a análise episódica de Grada Kilomba para examinar o cotidiano e a “invenção do Outro”. O texto problematiza a cobertura midiática e revisita o sistema-mundo colonial para evidenciar o fenômeno como uma expressão do genocídio. Por fim, articula marcadores de classe, gênero e território para esmiuçar as cenas de vilipêndio e as relações de poder na sociedade.