O livro parte da premissa de que há no Brasil um dever de cooperação e isso se impõe na relação entre arbitragem e Poder Judiciário. No caso da questão probatória, o concerto entre arbitragem e órgão judicante pode em muito possibilitar uma melhor análise sobre o conteúdo fático e, por consequência, ser a base de decisões mais bem embasadas e, via de regra, mais efetivas. Trabalho dificílimo, mas entregue e defendido com maestria. Escrito com a clareza e precisão de quem domina os institutos jurídicos como ninguém.
O fim de uma tese é construir conhecimento novo, e o trabalho da Professora Gabriela Expósito cumpre com maestria esta função, o que torna este livro uma preciosidade.
Beclaute Oliveira Silva
Em um equilíbrio notável entre as questões clássicas do processo e a ousadia que deve orientar a aplicação de institutos contemporâneos – como a concertação de atos –, Gabriela apresenta à comunidade acadêmica um trabalho com elevado potencial de contribuir para o aprimoramento das práticas cooperativas no sistema de justiça.
E tudo isso com o entusiasmo e o compromisso que caracterizam uma grande professora-pesquisadora.
Gabriela Expósito transgrediu. E o fez com rigor, amor, coragem e compromisso.
Recomendo fortemente a leitura de sua obra, com o desejo de que ela inspire não apenas boas práticas orientadas pela cooperação, mas também novas pesquisas em torno desse tema tão relevante para o sistema de justiça brasileiro.
Thaís Amoroso Paschoal