A primeira edição deste Curso de Direito Constitucional nasceu como uma aposta intelectual e um compromisso com o estudo sério, crítico e comprometido do constitucionalismo brasileiro. O que se revelou como uma das maiores alegrias desta trajetória foi o interesse genuíno que a obra despertou na comunidade acadêmica. Professores, estudantes, concurseiros e pesquisadores não apenas leram o livro, mas dialogaram com ele, apontaram caminhos, sugeriram aprimoramentos e confirmaram que ainda há espaço para um Direito Constitucional tratado de forma didática, mas com densidade, responsabilidade e coragem intelectual.
Agora, neste começo de 2026, fiquei encantado com a quantidade de pessoas que buscaram o Curso de Direito Constitucional em sua segunda edição. Esse movimento não apenas me honrou; ele me impôs responsabilidade. E foi essa responsabilidade que me motivou a realizar uma atualização completa da obra, com revisões técnicas, aprimoramentos estruturais e ampliação de diversos tópicos.
Esta segunda edição é, assim, mais um estágio de amadurecimento. Constituição não é peça de museu, nem monumento estático erguido para contemplação distante. Ela pulsa no conflito social, nas decisões judiciais, nas reformas legislativas, nos debates públicos e nas tensões democráticas que marcam o tempo.