“Decisão judicial, tecnologia e inteligência artificial” discute como a
tecnologia, em especial a inteligência artificial, pode apoiar a Justiça sem substituir o
papel humano do juiz, defendendo que “gente deve ser julgada por gente”.
A obra parte da constatação de que vivemos uma era de disrupção tecnológica,
marcada pela chamada Quarta Revolução Industrial, em que sistemas de IA já
atravessam a economia, a educação, a cultura e o próprio funcionamento do Estado. A
partir dessa realidade, o autor investiga se, e até que ponto, modelos de inteligência
artificial podem intervir na atividade jurisdicional, em especial na decisão de mérito
em matéria civil e trabalhista.
O livro se organiza em seis grandes eixos: (1) a vida em sociedade, a
incerteza, a escassez e o papel do Direito e do processo na pacificação social; (2) os
meios de solução de conflitos no sistema brasileiro e a reconstrução do conceito de
jurisdição; (3) o juiz como sujeito imparcial, mas não indiferente, e os desafios de
manter credibilidade e efetividade em um Judiciário sobrecarregado; (4) os avanços
tecnológicos já incorporados à Justiça, como processo eletrônico e Juízo 100%
digital; (5) a definição de inteligência artificial, seus efeitos disruptivos, riscos de
vieses, opacidade algorítmica e responsabilidade; e (6) as reflexões sobre a
substituição do humano por IA na atividade decisória, especialmente à luz do modelo