O trabalho do homem não se confunde com a atividade exercida pelos animais de modo instintivo para sobreviver, pois o trabalhador não transforma apenas o material que atua, mas concretiza a ideia inicial que tinha concebido mentalmente. O trabalho é “uma das características que distinguem o homem do resto das criaturas, cuja atividade relacionada com a manutenção da própria vida não se pode chamar trabalho; somente o homem tem capacidade para o trabalho (Laborem Exercens)”. Desse modo, o trabalho, que ultrapassa a mera atividade instintiva, é a força que criou a espécie humana e a força pela qual a humanidade criou o mundo. A partir do desenvolvimento do capitalismo industrial, consolidou-se o trabalho assalariado como engrenagem do processo de produção amparado num contrato de trabalho regulado por um direito civil liberal e individualista à época.