Se você me der a honra da leitura, compreenderá com mais profundidade o que é o preconceito implícito e perceberá que ele está em muitas de nossas decisões. Também verá, com vários exemplos colhidos dos principais estudos científicos sobre o tema, como isso pode gerar comportamentos discriminatórios, prejudicando injustamente grupos estigmatizados.
A minha ideia é ensaiar algumas propostas sobre como o sistema jurídico pode ser mobilizado para combater a discriminação por preconceito implícito, indicando algumas fontes de pesquisa que podem ser úteis à compreensão do problema.
O propósito é tentar desenvolver um sistema de responsabilidade civil capaz de abarcar a discriminação por preconceito implícito. Esse tema é interessante e de difícil solução, pois exige repensar o papel da consciência e da intenção do agente na caracterização do ato ilícito, o que implica trazer para o direito diversas contribuições das ciências cognitivas e comportamentais.
É lógico que as possibilidades a serem exploradas são muito mais amplas do que aquelas que foram selecionadas neste estudo. Meu propósito é apenas trazer as primeiras considerações de um tema polêmico, que tem um grande potencial revolucionário.