Relato de um missionário inglês na desconhecida Madagascar do século XIX.
Em 1873, Joseph Mullens, membro da Sociedade Missionária de Londres (LMS), desembarca em Madagascar para averiguar o andamento dos trabalhos de evangelização na ilha. Depois de passar por um período de intensa perseguição aos cristãos, o país vivia o apogeu da cristianização.
Entrando por Toamasina, na costa leste, ele segue até a capital, Antananarivo, que é seu principal ponto de referência. Dali, vai em direção ao sul, ultrapassa as fronteiras do planalto central, dominado pelos Merina, e adentra o território Betsileo.
Em seguida, a oeste, desbrava as montanhas vulcânicas, com suas crateras fascinantes e vistas panorâmicas de tirar o fôlego. Contata povos pela primeira vez e observa a expansão do protestantismo entre os nativos.
Ao norte, depois de contornar toda a região do paradisíaco Lago Alaotra, desbrava o território dos temidos Sakalava, o povo guerreiro rebelde que jamais se curvou à dominação europeia. Nessa viagem, explora territórios por onde nem mesmo os nativos se aventuravam a caminhar.
Em todas essas idas e vindas, Mullens encontra vilas receptivas, acolhedoras e hospitaleiras, habitadas por um povo simples e gentil, sempre disposto a bem receber visitantes desconhecidos, a quem enche de presentes.