Esta obra caracteriza, filosófica e juridicamente, as ações dos novos movimentos sociais, elaborando um quadro de significações culturais extraídas de suas experiências, do modo como vivenciam suas relações, demarcam interesses e se constituem coletivamente como sujeitos de direito. Com base em leitura rigorosa do pensamento emancipatório do filósofo argentino Enrique Dussel e com o emprego de categorias desenvolvidas por Antonio Carlos Wolkmer, o orientador de seu mais recente percurso intelectual, José Carlos chega a uma ética concreta da alteridade como pressuposto de um pluralismo jurídico comunitário- fundamento da prática destes novos sujeitos coletivos de direito. O livro oferece, deste modo, uma chave para a resignificação de práticas atuais de movimentos sociais como o Sem-Terra ou o SemTeto, cujas necessidades e demandas constituem um campo de disputa hermenêutica entre recalcitrâncias criminalizadoras e o imaginário emancipatório que é a pré-condição para a criação de novos direitos.