Este livro oferece uma introdução crítica ao pensamento do filósofo norte-americano John Rawls, que, com a publicação do seu aclamado Uma Teoria da Justiça, em 1971, revolucionou os fundamentos da ética, da filosofia política e da filosofia do direito, passando a ser considerado como um autêntico “Newton da Moral”. A obra consiste numa análise dos conceitos chave do sistema de “justiça como eqüidade”, bem como discute os fundamentos epistemológicos, metodológicos e ontológicos que resultaram na adoção dos conhecidos dois princípios da justiça. A Segunda parte do livro consiste numa análise desses fundamentos, especialmente dos conceitos de pessoa (self) e de sociedade bem-ordenada, bem como numa refutação da tese tardia de Raws, de que seu sistema seria mais político do que metafísico. Amparado em teses comunitaristas, rejeitando a autocrítica de Raws formulada a partir de meados dos anos 80, e considerando-se as matrizes racionalistas da obra do filósofo, que remontam a Kant e Leibniz. O autor sugere que a aplicação das categorias rawlsianas consiste no mais sério desafio da teoria política contemporânea, na medida em que requer a plena compatibilidade e operacionalidade de valores complexos como liberdade, igualdade, eqüidade, justiça e eficiência econômica.