Gente amada,
Como vocês sabem, somente lanço novas edições de minhas obras quando há novidades legais ou jurisprudenciais que justifiquem atualizá-las. Afinal, é descabido levar as pessoas a adquirirem uma obra que já dispõem.
Daí esta nova edição, mas com novo título, por trazer importantes avanços no âmbito da violência doméstica e também da violência de gênero.
Surgiu um punhado de novas leis de proteção não só das mulheres, mas também de outros segmentos de pessoas vulneráveis.
Claro que os avanços legislativos que vêm ocorrendo durante estes anos de vigência da Lei Maria da Penha visam somente aperfeiçoá-la. Dar-lhe mais efetividade. Fazer com que as vítimas tenham segurança em denunciar seus agressores, por terem a certeza de que serão amparadas, cuidadas.
É fato que mudanças legislativas, por si sós, não têm esse poder mágico, mas despertam a atenção da sociedade, principalmente dos homens, de que a violência perpetrada contra as mulheres é algo muito sério que gera consequências severas.
Quem sabe abandonaremos a vergonhosa última posição que o Brasil ocupa em número de violência doméstica no mundo ocidental.
As causas dessa verdadeira barbárie parecem ser muitas, mas, de fato, é uma só: o equivocado sentimento de superioridade e dominação masculina, fruto de um machismo estrutural que reina em uma sociedade ainda conservadora. Como ele se considera dono da mulher, acredita que dispõe de poder correcional sobre ela. Não aceita perdê-la.