A Separação Emocional e a Nova Identidade
Após um rompimento amoroso poderá ocorrer um período de transição, marcado por emoções e sentimentos que ainda lhe mantem conectada(o) a/ao ex-parceira(o). Mas até quando seria saudável e produtivo?
Essa transição é vivida pelo que chamamos de ‘separação emocional’ ou ‘divórcio emocional’ e que sem esta ocorrer, não há o desligamento e desfazimento dos laços da parceria que existiu e agora pedem uma nova configuração de vida pessoal na trilha da ‘nova identidade’.
Havendo filhos, a configuração familiar permanece, porém numa configuração diferente, tornando-se uma pessoa com filhos concomitante tais filhos receberão também a influência da(o) outra(o) laço parental, permanecendo ligados pelo vínculo de continuidade que segue neste vinculo, no caso mãe e pai. Isso nos mostra que os laços parentais permanecem e que o laço conjugal foi finalizado.
E ao se encontrar ainda ligada(o) à/ao ex-parceira(o) acabam entendendo que determinados atos, condutas e comportamentos ainda estejam conectados à sua pessoa e permanecendo numa interação onde muitas decisões e atitudes são entendidas como ataque, razão de mais decepções, ressentimentos, cultivando raiva, ódio e até em alguns desejo de vingança, estados de depressão e desesperança com a vida e com a crença abalada de que vínculos amorosos funcionem. Tornando-se pessoas reativas que permanecem respondendo a este estímulo sendo que o vínculo conjugal não mais existe.