Dez edições. Este marco representa não apenas a longevidade de um projeto editorial, mas sobretudo a vitalidade de um campo do conhecimento que se renova constantemente. A décima edição deste Manual de Humanística chega às suas mãos transformada, refletindo tanto as exigências crescentes dos concursos públicos quanto as inquietações do nosso tempo.
As disciplinas humanísticas têm ocupado posição cada vez mais estratégica nos certames da Magistratura e de outras carreiras jurídicas. O Exame Nacional da Magistratura Nacional (ENAM), com seu nível de dificuldade em exponencial crescimento, impõe aos candidatos — e, consequentemente, aos autores — uma busca incessante por aprimoramento.
Entre as novidades mais substanciais, destaco o desenvolvimento significativo do capítulo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados.
Outro acréscimo relevante diz respeito à Resolução CNJ nº 615/2025, diploma que estabelece diretrizes para o desenvolvimento, utilização e governança de soluções baseadas em inteligência artificial no Poder Judiciário. Em tempos de transformação digital acelerada, compreender os limites e possibilidades da IA na atividade jurisdicional deixou de ser exercício futurista para converter-se em necessidade premente do jurista contemporâneo.
A Agenda 2030, com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mereceu igualmente tratamento expandido.