Verdes tapetes de aguapés, vitórias-régias, buquês roxos de camalotes, jacarés-de-papo-amarelo, imensos lagartos com o corpo coberto de escudos e focinhos tão largos quanto compridos, como esculturas imóveis sob o sol. Bem-te-vis, canários, inhumas, andorinhas despregam-se dos galhos de peúvas, das aroeiras, dos pés de cedro, dos copados guavirais. Por toda parte saltam capivaras, pacas, caititus, antas, lontras, lobos de cauda vermelha. Macacos sobem à procura das vagens do ingazeiro, no leque de buriti pousa um casal de araras azuis e a onça parda acompanha o percurso do trem. O tuiuiú, grande e desengonçado, com seu longo pescoço negro, a coleira de carne vermelha e esponjosa na garganta, abre as imensas asas brancas. Pelas lentes do fotógrafo, imagens captadas e instantâneos poéticos do Pantanal.