“A obra de Antonio Baylos reafirma o sindicato como sujeito político central da democracia e da efetivação dos direitos sociais, contrapondo-se à ofensiva neoliberal que busca deslegitimar a ação coletiva e individualizar o trabalho. Como destaca Sayonara Grillo Coutinho, trata-se de um instrumento para ‘democratizar a economia e impedir que o trabalho se converta em mera mercadoria’. Em um contexto de austeridade, digitalização e fragmentação produtiva, o sindicalismo enfrenta invisibilização e ataques, mas permanece como expressão organizada do contrapoder social. Na mesma direção, Tarso Genro ressalta a necessidade de juristas e sindicatos ‘defenderem a democracia recriando o direito em forma superior’. Assim, negociação coletiva, solidariedade e autonomia sindical emergem como garantias essenciais para reconstruir o Estado Social e sustentar um projeto emancipatório fundado na dignidade humana. Uma resposta contundente, necessária e motivadora contra as tendências de antissindicalidade dos tempos atuais”.