A Sagrada Família é um texto que tece uma espécie de crítica universal - mas ao mesmo tempo rigorosa, uma vez que se preocupa com cada uma das esferas particulares que está criticando - a política, a filosofia e a economia. Para os autores, na medida em que a política se apresenta necessariamente como o concurso da vontade particular, sobre a vontade da maioria, o que deve prevalecer é sua negatividade como ação, ou seja, ela só pode ser objeto de operacionalização humana quando e enquanto durar a passagem para uma sociedade de classes - o exercício do poder político como o conhecemos não tem lugar numa sociedade em que a propriedade privada foi abolida.