Este livro nos convida, portanto, a atravessar o senso comum e a reconhecer que a criminalidade é menos um desvio moral e mais um reflexo das fissuras políticas e econômicas que corroem o tecido social. Ao conjugar diferentes perspectivas: jurídicas, urbanísticas, tecnológicas, policiais e críticas, esta obra aponta para a necessidade de repensar a Segurança Pública a partir de um paradigma democrático, que não se limite ao controle, mas que enfrente as causas profundas da violência. Em tempos de colapso estrutural do sistema penal e de crescente complexidade dos fenômenos sociais, insistir na reflexão crítica é não apenas um gesto acadêmico, mas um ato de resistência.