Desde a independência, as elites brasileiras conceberam o Brasil como um espaço, e não como uma sociedade. E mais: como um espaço a ser conquistado, num movimento expansivo no qual as populações foram pensadas como mero instrumento desse processo. A própria construção do país foi, assim, alçada à condição de projeto nacional básico, que teria no Estado territorial (não nacional) seu principal condutor. As idéias de civilização, de modernização e, mais recentemente, de globalização, serviram para justificar em diferentes momentos o propósito enunciado.